Metodologias

Os avanços tecnológicos, a incorporação da preocupação ambiental na expansão e a nova relação do consumidor de energia com o sistema de produção de energia têm transformado o setor de energia no mundo.  Tais alterações têm trazido desafios a planejadores da expansão do setor de produção de energia que buscam o desenvolvimento de novas abordagens de soluções de problemas, desde a elaboração de estudos técnicos à tomada de decisão, de modo a resultar em um sistema nacional de energia mais resiliente, confiável e ambientalmente responsável.

Por exemplo, os estudos de planejamento devem criar condições isonômicas que permitam a competição entre as tecnologias, para que prevaleçam as opções  mais competitivas e que tragam maior valor ao sistema, conduzindo  à economicidade, segurança e sustentabilidade no suprimento de energia.

Nesse contexto, torna-se necessário estar atualizado em termos das melhores práticas e conhecimentos internacionais, visando a excelência técnica e o posicionamento da organização no “estado da arte” de metodologias de planejamento. Ao acompanhar a fronteira de conhecimento e de práticas, busca-se o objetivo de adaptá-los tempestivamente às características e particularidades do país, sempre que possível.

Dessa forma, a identificação, a discussão das alternativas e o consequente aprimoramento das metodologias utilizadas nos estudos de planejamento estão intrinsicamente ligadas ao “P” de pesquisa que a EPE carrega em seu nome. Esta atividade é desempenhada através de parcerias e convênios com instituições internacionais (órgãos de planejamento, universidades, organizações técnicas), participação em seminários e congressos, publicações e o fomento ao debate, comunicação e diálogo permanentes .

Dentre os temas atualmente de interesse da EPE, destacam-se:

  • Integração entre energéticos no planejamento;
  • Representação da operação em mais detalhes e com maior resolução (espacial e temporal, incluindo geração distribuída), com novas incertezas (e correlações) em modelos de expansão de geração e transmissão e energia elétrica;
  • Aprofundar entendimento das complementariedades entre usinas hidroelétricas e renováveis, incluindo o impacto de mudanças climáticas;
  • Definição de medidas de adequabilidade e firmeza, capturando as complementariedades entre as fontes de produção do sistema;
  • Estudos preventivos e “pró-ativos”, como o planejamento da transmissão e coordenação com expansão da geração;
  • Consideração e representação adequada de novas tecnologias e soluções (armazenamento, resposta pelo lado da demanda, etc.) nos estudos de planejamento;
  • Alternativas para atendimento da demanda de ponta, como UTEs a gás natural de partida rápida, entre outras tecnologias;
  • A cadeia de petróleo e seus derivados, gás natural e biocombustíveis, desde a produção até o consumo, incluindo análises de fluxos logísticos;
  • Expansão das malhas de transporte dutoviário de gás natural e de outros combustíveis no Brasil, de forma integrada com as demais fontes energéticas;
  • O mercado internacional de petróleo e seus derivados, gás natural e biocombustíveis, incluindo análise dos preços nacionais e internacionais dos mesmos, assim como expectativas de importação e exportação;
  • Estimativas de investimentos futuros referentes a cada uma das fontes energéticas em território nacional;
  • Participação nas discussões referentes ao marco legal e regulatório que rege o mercado de cada uma das fontes energéticas, visando ao aprimoramento do arcabouço vigente;
  • Identificar e quantificar os potenciais de recursos energéticos fósseis, dimensionar o uso desses recursos no tempo e a complementariedade com outras fontes energéticas;
  • Mapeamento da geopolítica internacional do petróleo e seus impactos no Brasil;
  • Desenvolvimento combinado da oferta de energia e de alternativas de eficiência energética, contemplando os custos sociais e ambientais;
  • Relação entre o desenvolvimento econômico e a evolução da intensidade energética brasileira;
  • Avaliação da infraestrutura logística e de armazenamento necessária como parte de uma estratégia nacional de desenvolvimento;
  • Alternativas para a maior inserção dos biocombustíveis na matriz energética nacional.