Simulador para Avaliação de Viabilidade de Ônibus Elétrico da EPE

A EPE divulgou em maio de 2019 a ferramenta de avaliação de viabilidade técnico-econômica de ônibus elétricos urbanos, que pode ser acessada aqui. Os ônibus elétricos podem ser uma alternativa ao uso dos ônibus a diesel convencionais nas cidades brasileiras. E por meio do simulador da EPE é possível analisar a adoção destes veículos em frotas municipais e ao sistema de transporte público rodoviário.

Recentemente o tema voltou a ser pauta, no programa do Fantástico (Globo) do dia 8 de setembro. A reportagem mostra a cidade de Shenzhen, no sul da China, que tem o objetivo de construir uma economia sustentável com a base de energia renovável. A alternativa foi substituir as frotas de ônibus convencionais por elétricos.

A necessidade de conversão para veículos "limpos" se faz presente devido a redução da emissão de gás carbônico e da poluição sonora, dos menores custos operacionais e de manutenção a longo prazo. “Transportes sustentáveis são essenciais para ações climáticas, mas também para proteger a saúde de cidadãos. Um ônibus elétrico pode evitar até 60 toneladas de emissões de carbono todos os anos." Informação divulgada em artigo da ONU.  

O simulador da EPE é destinado ao mercado e à sociedade de maneira geral. Ferramentas para a avaliação de alternativas tecnológicas não se resumem apenas a estimular a adoção de novas tecnologias. Elas buscam também identificar as principais variáveis envolvidas no uso de cada alternativa, e permitem ao usuário verificar a sua viabilidade técnico-econômica, reduzindo assim a assimetria de informação envolvida no problema.

No Brasil ainda não há uma previsão para que este novo modelo de mobilidade urbana desembarque. Mas o compromisso do país no Acordo de Paris é de conseguir reduzir as emissões de gás carbônico em 37% em relação às emissões de 2005. A data limite para isto é 2025, com o objetivo de reduzir 43% das emissões até 2030 e de promover medidas de eficiência, melhorias na infraestrutura de transportes e no transporte público em áreas urbanas. A EPE como uma think tank já deu o primeiro passo para esta nova realidade.

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