Publicado em 22 de junho de 2026
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) divulga o “Estudo de Atendimento ao Sudeste do Pará", que apresenta um conjunto de soluções estruturantes voltadas a superar o esgotamento da capacidade de transmissão e as limitações de controle de tensão no sistema elétrico local, além de viabilizar o atendimento às demandas de expansão de carga e às solicitações de novos acessos ao sistema.
A região sudeste do Pará possui forte vocação mineradora, atividade responsável pela maior parcela das cargas industriais atuais e futuras. Em razão dessa característica, o estudo foi estruturado em duas etapas.
Na primeira etapa, referente ao período de 2032 a 2035, foram consideradas as cargas existentes, aquelas com Contrato de Uso do Sistema de Transmissão (CUST) assinado e os empreendimentos com maior potencial de implantação, identificados a partir de solicitações recentes de acesso ao Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). Essa etapa contempla aproximadamente 113 MW de carga adicional.
Na segunda etapa, correspondente ao horizonte de 2036 a 2039, foram incorporadas as expansões de carga informadas por mineradoras que atuam na região e os novos empreendimentos conectados à rede de distribuição local, totalizando 489 MW adicionais.
Foram avaliadas quatro alternativas de expansão do sistema de transmissão, combinando reforços na Rede Básica, Rede Básica de Fronteira e reforços na rede de distribuição. A solução recomendada contempla, dentre outros reforços, a implantação de uma nova subestação denominada Ourilândia do Norte 230 kV, necessária devido a restrições para expansão da subestação Onça Puma, aproximadamente 369 km de novas linhas de transmissão e 1550 MVA de capacidade adicional de transformação entre os anos de 2032 e 2036.
O conjunto de reforços propostos visa viabilizar o atendimento a cerca de 602 MW de carga adicional prevista para a região. Para a implantação das soluções recomendadas, estima-se um investimento total de aproximadamente R$ 1,35 bilhão, dos quais R$ 1,14 bilhão correspondem a obras na Rede Básica e Rede Básica de Fronteira, enquanto R$ 175 milhões estão associados a reforços na rede de distribuição.
O estudo reforça o papel da EPE na condução de análises técnico-econômicas isentas e de longo prazo, oferecendo subsídios ao Ministério de Minas e Energia (MME) na tomada de decisão sobre novos empreendimentos de transmissão e leilões. Ao apontar a melhor e mais econômica sequência de obras para expansão dos sistemas de transmissão para atendimento à região, contribui para o desenvolvimento sustentável da infraestrutura energética do país.
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