Publicado em 21 de agosto de 2026
As projeções das Perspectivas para o Mercado Brasileiro de Combustíveis no Curto Prazo indicam um aumento na demanda nacional por combustíveis líquidos e gás liquefeito de petróleo (GLP): são esperados 3,6 bilhões de litros adicionais em 2026 e outros 3,7 bilhões de litros em 2027.
O crescimento da economia e do mercado de trabalho, políticas de transferência de renda e programas governamentais deverão contribuir para o aumento contínuo do consumo de combustíveis nos próximos meses. Apesar dos efeitos da guerra no Irã na escalada dos preços internacionais, a demanda doméstica não deve ser impactada no curto prazo.
Esses indicadores, aliados às projeções positivas para a safra de grãos, sustentam um avanço na demanda por diesel, que deve alcançar 72,6 bilhões de litros em 2026.
No segmento de combustíveis do ciclo Otto, o consumo segue em trajetória de alta contínua, devendo alcançar 65,1 bilhões de litros de gasolina equivalente em 2026. O etanol mostra-se uma alternativa importante para a segurança energética, sobretudo em um contexto de conflitos internacionais. A perspectiva para uma safra de cana 2026/27 superior à anterior e o crescimento sólido da produção de etanol de milho fortalecem a oferta de biocombustíveis, garantindo a segurança energética. A expectativa por uma demanda pelo etanol hidratado ainda maior no segundo semestre, amplia a participação de combustíveis renováveis.
O setor aéreo, por sua vez, vive um novo momento de expansão: a demanda por QAV em 2027 deverá superar, pela primeira vez, o recorde histórico de 2014, alcançando patamares superiores a 7,5 bilhões de litros, crescendo de forma sustentável.
Já o GLP apresenta perspectiva de crescimento, beneficiado pelo aumento da renda disponível, pelo baixo desemprego, e pelo programa Gás do Povo. Somam-se a isso possibilidades de evolução e ampliação do mercado.
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