Publicado em 20 de agosto de 2026
No dia 19 de agosto, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) esteve presente no “Diálogo com o Setor", realizado pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) em Brasília como parte de sua 3ª Semana Regulatória. Ao redor do tema “O Setor Elétrico Brasileiro: Desafios regulatórios para a transformação energética", o evento trouxe painéis sobre configurações regulatórias e resiliência climática.
O Diretor de Gestão Corporativa da EPE, Carlos Cabral, representou a EPE na mesa de abertura, também composta por ONS, Ministério de Minas e Energia (MME), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).
“A transição energética está mudando a natureza do desafio regulatório do setor elétrico brasileiro", afirmou o diretor da EPE, destacando três desafios regulatórios que ganham importância com a maior complexidade do sistema elétrico:
Valorar corretamente energia, potência, flexibilidade e os demais serviços necessários, criando sinais econômicos coerentes para oferta e para demanda.
Governança de acesso e expansão transparente, previsível e eficiente, capaz de diferenciar projetos maduros de intenções ainda pouco estruturadas.
Planejamento integrado, granular e antecipatório.
“No Plano Decenal de Expansão, a EPE já trata de forma mais explícita os requisitos de potência e flexibilidade, a evolução da carga líquida, a geração distribuída, o armazenamento, a resposta da demanda, as grandes cargas e a expansão da transmissão", pontuou. “A EPE também vem avançando na integração entre geração e transmissão, que aproxima o planejamento da realidade operativa e oferece melhores sinais para a regulação e para o investimento."
Resiliência climática
A EPE também integrou o segundo painel, sobre “Resiliência Climática no Setor Elétrico", no qual o Superintendente de Geração de Energia da EPE, Gustavo Ponte, abordou os recentes estudos da EPE que tratam dos impactos das mudanças climáticas no planejamento da geração.
“Os resultados indicam que a mudança do clima adiciona mais uma camada de incerteza ao planejamento, uma vez que os modelos climáticos nem sempre convergem quanto à magnitude dos impactos nos recursos energéticos e na temperatura, ainda que as tendências de longo prazo sejam identificadas, confirmando a tendência de menor disponibilidade hídrica nas principais bacias e de aumento da temperatura, que impulsiona o consumo de energia elétrica", explica Gustavo Ponte.
De acordo com o superintendente, os estudos mostram que considerar desde já esses impactos no planejamento leva à otimização da expansão e, consequentemente, a menores custos. "Portanto, a adaptação representa uma economia aliada a um sistema mais resiliente e preparado para um futuro mais incerto", conclui.
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