Publicado em 2 de outubro de 2026
Em 23 de setembro, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) participou do terceiro dia da Rio Oil & Gas (ROG.e) 2026, com extensa programação no congresso e em nosso estande na feira. Organizado pelo Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), o evento reuniu líderes do setor de energia para debater gás, biocombustíveis, biometano, transição energética, mercado livre, descarbonização, captura de carbono, inovação e novas oportunidades de negócios.
Nas sessões técnicas e temáticas, colaboradores da EPE apresentaram trabalhos sobre captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS), escoamento e processamento de gás natural, geração de energia eólica, biocombustíveis avançados, bioprodutos, produção offshore, relação entre petróleo e energias renováveis, oferta permanente e questões tributárias.

No estande, as apresentações tiveram como tema os desafios, iniciativas e oportunidades socioambientais estratégicas para o setor de petróleo e gás natural no próximo decênio, investimentos em hidrogênio e célula a combustível, CCUS, preços de gás natural, modelagem espacial multicritério e preços de combustíveis.

Ainda nesse dia, a EPE também esteve em painel de discussão sobre integração energética, com moderação do analista Rafael Lemme e participação da Prumo Logística e da DNV, e em plenária sobre transição energética e a possibilidade de coexistência de petróleo e renováveis no futuro, com o Superintendente Adjunto de Petróleo e Gás Natural, Marcelo Cavalcanti.

Estudo selecionado
O artigo “Fungibilidade e precificação de certificados de descarbonização no setor energético brasileiro: uma análise dos impactos das metas sobre CBIOs e CGOBs" foi selecionado como um dos finalistas do Prêmio Plínio Catanhede, que reconhece os melhores do evento, no eixo Diversificação Energética e Soluções de Baixo Carbono.
Considerando as metas de descarbonização fixadas no âmbito do Programa Nacional de Descarbonização do Produtor e Importador de Gás Natural e de Incentivo ao Biometano, que estabelecem a mistura obrigatória de biometano ao gás natural, o estudo propõe uma solução para o problema logístico dos produtores de biometano que, isolados em áreas rurais ou remotas, não têm acesso à malha dutoviária para transporte do gás.
Nesse contexto, o Certificado de Garantia de Origem de Biometano (CGOB) permite a desvinculação do atributo ambiental do biometano, que poderá ser utilizado localmente, por meio da venda a empresas próximas ou do consumo no próprio parque gerador, ao passo que os “agentes obrigados" — produtores e importadores de gás natural — poderão comprar os CGOBs para atingir suas metas de descarbonização.
Como explicou, em sessão da ROG.e, um dos autores do artigo, o consultor técnico Rafael Araujo, as plantas de biometano poderão emitir ou CGOBs, ou Créditos de Descarbonização (CBIOs), de modo que uma mesma molécula gere um único título, reduzindo o risco de dupla contagem. A decisão entre um ou outro caberá ao produtor, a depender do prêmio financeiro de cada ativo no momento.
Além de Rafael, o estudo teve como autores André Lucena, Angela Costa, Arthur Campos, Fernanda Ferreira, Luciano Oliveira, Marcelo Cavalcanti, Rachel Henriques, Roberto Schaeffer e Yan Ferreira.
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